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Mudanças climáticas e tecnologia: como o cultivo protegido ajuda ao produtor em tempos de um clima cada vez mais imprevisível

Mudanças climáticas e tecnologia: como o cultivo protegido ajuda ao produtor em tempos de um clima cada vez mais imprevisível.

O clima sempre fez parte dos desafios da agricultura. Mas, nos últimos anos, produtores têm enfrentado uma realidade cada vez mais difícil de prever: períodos de calor intenso, chuvas concentradas, estiagens, mudanças bruscas de temperatura e mudanças climáticas que nem sempre seguem o comportamento esperado.

Em 2026, esse cenário ganha ainda mais atenção com a possibilidade de ocorrência de um novo episódio de El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e que pode alterar os padrões de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do Brasil. INPE e INMET já alertaram para a alta probabilidade do fenômeno no segundo semestre atingir força nunca registrada antes e classificando o fenômeno deste ano como Super El Niño.

Para o produtor, isso significa uma coisa: planejar a produção considerando apenas o clima de ontem já não é suficiente.

O clima está mais imprevisível. O planejamento da produção precisa ser mais elaborado.

O El Niño é apenas uma das variáveis que podem influenciar nas mudanças climáticas. Na prática, o agricultor precisa lidar com uma combinação de fatores que podem afetar diretamente o desenvolvimento das plantas, a qualidade dos frutos e a produtividade. Após a era da industrialização e com o crescimento populacional, o planeta está passando por um longo período de aquecimento.

Os resultados climáticos já de domínio público são a concentração de chuvas, períodos com vendavais mais fortes, regiões com períodos de secas marcantes, granizadas mais intensas e mais constantes. As chuvas estão surgindo em grande quantidade, em período curto de tempo e em abrangência bastante restrita, o que resulta em má distribuição de água. Outras regiões sofrem com períodos de secas cada vez mais prolongadas. Locais que antes não se tinha registros de microexplosões e tornados, agora estão ocorrendo. No passado não muito distante, um local com a presença de granizos pequenos e eventuais, agora apresenta granizadas mais forte, mais constantes e com pedras de gelo maiores.

O produtor escolhe a melhor semente, com o material genético mais adequado para sua região. Faz um excelente preparo de solo, com as tecnologias de adubação mais avançadas, corrigindo cada cm² da propriedade com as melhores fontes de nutrientes. Elabora o planejamento de safra com todas as ferramentas de previsões microclimáticas e define a data de plantio exata para colher os melhores resultados. Porém, quando chega próximo ao dia da colheita, é surpreendido por um dos eventos climáticos acima, que o leva a perder parte ou a totalidade da produção.

É nesse contexto que o cultivo protegido ganha importância.

Estufas agrícolas e outras estruturas de proteção permitem criar condições mais favoráveis para as plantas, reduzindo a exposição direta a chuvas, ventos, radiação solar excessiva e variações bruscas de temperatura.

Mas proteger não significa simplesmente fechar a lavoura.

É preciso controlar o ambiente de acordo com o clima de cada região e cultura a ser produzida.

Tecnologia para enfrentar diferentes condições climáticas.

Os filmes plásticos para estufas evoluíram justamente para atender às novas necessidades da agricultura.

Hoje, existem filmes desenvolvidos com tecnologias específicas para controlar a entrada e a distribuição da luz, melhorar o comportamento térmico do ambiente e oferecer maior resistência e durabilidade.

Na Ginegar, por exemplo, a linha Suncover Plus foi desenvolvida para estruturas que exigem maior resistência mecânica. Produzida em polietileno 100% virgem e coextrusada em multicamadas, a solução combina robustez, durabilidade e facilidade de instalação.

Já os filmes difusores contribuem para distribuir a radiação solar de maneira mais uniforme dentro da estufa, reduzindo sombras e criando um microclima mais equilibrado para o desenvolvimento das plantas.

A linha Suntherm, controla a perda de calor noturno. Evita pontos de congelamento, reduz molhamento de folhas e, com isso, diminui a incidência de algumas doenças.

Os materiais Anti Vírus (AV), bloqueiam a entrada de radiação U.V. Como efeito principal reduzem a entrada de insetos transmissores de virores. Contudo, reduzem a queima de frutos e promovem um ambiente mais adequado ao trabalhador rural.

O filmes fotoconversores, transmitem a luz solar com maior qualidade para as plantas. Aumentam a entrada de radiação Azul e Vermelha, comprimentos de onda responsáveis pela fotomorfogênese. Pela maior a eficiência fotossintética, as plantas respondem com taxa de crescimento mais acelerada, com folhas mais saborosas, e frutos com maior qualidade.

O lançamento dos últimos anos é o filme Cooling, que reduz a entrada de radiação Infra Vermelha (I.R.). Resulta em menor temperatura dentro das estufas e menor surgimento de distúrbios fisiológicos que atrapalham o rendimento da produção.

Essa tecnologia pode fazer diferença especialmente quando o produtor precisa lidar com períodos de radiação intensa e temperaturas elevadas.

Além dos filmes plásticos a Ginegar fabrica telas antigranizo com diversos efeitos para o microclima, revestimento de reservatórios d’água, geomembranas e materiais para biodigestores.

Controle de temperatura: quando o ambiente precisa trabalhar a favor da planta.

Em um cenário de maior ocorrência de calor, controlar a temperatura dentro da estufa passa a ser ainda mais importante.

É nesse ponto que soluções como as telas AlumiNet® e Cooling ganham espaço.

A malha termorrefletora Aluminet® atua refletindo parte da radiação solar e redistribuindo a luz de maneira difusa. Dessa forma, contribui para reduzir o estresse térmico durante os períodos mais quentes e também ajuda a conservar calor em noites frias, favorecendo um ambiente com menor oscilação de temperatura.

A experiência de produtores também mostra como essa tecnologia pode impactar o cultivo. Em um case da Ginegar, um produtor de hortaliças relatou reduções de temperatura entre 8 °C e 10 °C com o uso do AlumiNet®, dependendo da época do ano.

A tela Cooling é um lançamento Ginegar de 2026. Ela reflete a radição Infravermelha (I.R.) e resulta em menor temperatura dentro do ambiente protegido.

Mais do que proteger: adaptar a agricultura

Diante das mudanças climáticas, a tecnologia não elimina os desafios do clima. Ela permite que o produtor tenha mais ferramentas para responder a eles.

Filmes de alta resistência, tecnologias de difusão de luz, controle térmico e soluções de sombreamento podem trabalhar em conjunto para transformar o ambiente protegido em um sistema mais preparado para as variações climáticas.

Na Ginegar, essa é uma parte importante do desenvolvimento de soluções para a agricultura: entender que cada região, cultura e condição de produção exige uma resposta diferente.

Porque, quando o clima muda, a agricultura também precisa evoluir.

Tecnologia no cultivo protegido é, cada vez mais, uma ferramenta de adaptação, previsibilidade e eficiência para produzir mais e melhor, mesmo diante de um cenário climático desafiador.

A Ginegar está presente no campo para entregar as soluções que o agronegócio precisa para evitar as surpresas desagradáveis de um clima imprevisível e trazer a confiança que o produtor precisa para colher no final da safra.

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