Como reduzir pragas e estresse térmico no cultivo de tomate e pimentão
Como reduzir pragas e estresse térmico no cultivo de tomate e pimentão
O manejo do ambiente protegido pode contribuir significativamente para a estabilidade da produção do tomate e pimentão. São culturas sensíveis às condições ambientais e, quando temperatura, radiação e umidade não são adequadamente manejadas, as plantas entram em estresse fisiológico, a e pressão de pragas e doenças aumenta e o potencial produtivo pode ser comprometido.
O cultivo protegido permite modificar parte dessas condições e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das plantas.
O impacto do estresse térmico
Temperaturas elevadas aumentam a demanda evaporativa e podem afetar processos fisiológicos importantes.
No tomateiro, por exemplo, a radiação excessiva pode elevar a transpiração e provocar fechamento estomático, reduzindo a eficiência fotossintética e levar as plantas a entrarem em rotas metabólicas secundárias.
No pimentão, temperaturas elevadas também podem comprometer o desenvolvimento. Estudos conduzidos em ambiente protegido mostram a importância do controle de temperatura e umidade para o desempenho da cultura.
As temperaturas elevadas, prejudicam o metabolismo das plantas e favorecem a multiplicação de algumas pragas e doenças. Com isso, o controle químico ou biológico perde eficiência e o produtor precisa aumentar a frequência de aplicações. A aplicação de filmes plásticos e telas agrícolas com tecnologias para maior eficiência do controle térmico ameniza os picos de calor dentro das estufas e aumenta a efetividade do manejo das pragas e doenças. O uso do material incorreto, como por exemplo a tela preta ou um filme com baixa difusão de luz e sem a aditivação correta para o controle térmico, causa a redução de luminosidade, redução da qualidade de luz, sem reduzir a temperatura de maneira eficaz. Por isso, reduzir o estresse térmico não significa simplesmente diminuir a luminosidade, mas sim utilizar a tecnologia correta para conquistar o resultado esperado. É necessário buscar equilíbrio entre luz útil para a fotossíntese e o controle do excesso de energia térmica para expressar o máximo do potencial genético das variedades de tomate e de pimentão em produção.
Filmes e telas no manejo do microclima
A escolha da cobertura da estufa é uma das ferramentas disponíveis ao produtor.
Filmes com tecnologias de difusão ajudam a distribuir melhor a radiação, enquanto telas termorrefletoras podem contribuir para reduzir a carga térmica em períodos de alta radiação.
A AlumiNet®, da Ginegar, atua refletindo parte da radiação infravermelha e promovendo difusão da luz, contribuindo para um ambiente interno mais equilibrado. A empresa também possui a tela Cooling, desenvolvida para refletir radiação infravermelha e auxiliar no controle térmico.
Ainda no seguimento da tecnologia Cooling, a Ginegar desenvolveu o filme plástico Suntherm AV Diff Cooling. É o filme agrícola mais tecnológico chegando mercado do agronegócio brasileiro que foi desenvolvido pela Ginegar. Filme plástico com tecnologia para redução de entrada de calor durante o dia, com alta qualidade de difusão da radiação fotossinteticamente ativa (PAR). Esse filme embarca adicionalmente as tecnologias de redução da perda de calor em noites frias, antivírus, e maior aditivação de proteção contra químicos, prolongando a vida útil do filme plástico.
São as tecnologias em filmes plásticos e telas agrícolas da Ginegar que trazem segurança e alternativas de manejo do microclima na produção agrícola.
Reduzindo a entrada de pragas
O segundo desafio é o fitossanitário.
Mosca-branca, pulgões, traças, tripes e outros insetos podem causar danos diretos e também atuar como vetores de doenças.
Por isso, a prevenção começa pela estrutura.
Telas anti-inseto instaladas em pontos de ventilação e aberturas funcionam como uma barreira física. Entretanto, quanto menor for o orifício da malha, maior pode ser a restrição à circulação de ar — e isso pode favorecer o aumento da temperatura.
A OptiNet® combina barreira mecânica e barreira óptica. Com ela, o produtor pode optar por uma tela com maior abertura, mantendo o controle de entrada da população de insetos baixa, combinado com a redução do calor dentro da estufa de toma e pimentão. Segundo a Ginegar, seus aditivos ópticos interferem na radiação UV, dificultando a aproximação de determinados insetos, sem abandonar a preocupação com ventilação.
É justamente esse equilíbrio que torna importante a escolha correta da tecnologia.
Manejo integrado é indispensável
Nenhuma tecnologia substitui o manejo agronômico.
O controle de pragas deve envolver monitoramento, higiene da estufa, manejo adequado da irrigação e nutrição, eliminação de material vegetal contaminado e utilização racional das estratégias de controle.
No cultivo do tomateiro e do pimentão conduzido em ambiente protegido, por exemplo, práticas como poda e retirada adequada de folhas podem melhorar a circulação de ar e facilitar o manejo fitossanitário. São ações importantes para reduzir o estresse térmico no tomate e no pimentão.
A combinação entre estrutura adequada, cobertura correta, barreira contra insetos e manejo técnico permite reduzir fatores de estresse e criar condições mais favoráveis à produção.
Para tomate e pimentão, portanto, o objetivo não é simplesmente “fechar” a estufa.
É construir um ambiente protegido capaz de proteger a cultura sem comprometer luz, ventilação e temperatura.
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