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Chance de um super El Niño aumenta para 97% e acende alerta para a agricultura brasileira

Chance de um super El Niño aumenta para 97% e acende alerta para a agricultura brasileira

A possibilidade de ocorrência de um super El Niño ganhou ainda mais força e acende um sinal de atenção para o agronegócio brasileiro. A probabilidade, que já era considerada elevada, passou de 93% para 97%, aumentando as preocupações sobre os possíveis impactos do fenômeno no clima e, consequentemente, no planejamento da próxima safra.

O cenário não deve afetar todas as regiões da mesma maneira.  Considerando um cenário de Super El Niño, com excesso de chuvas no Sul, alternância entre temporais intensos e estiagens no Sudeste e Centro-Oeste, e secas severas no Norte e Nordeste, os impactos sobre a agricultura, a agropecuária, a olericultura (hortaliças) e a floricultura tendem a ser bastante heterogêneos no Brasil (projeções de órgãos como o Inmet, Cemaden e Embrapa).

Para a agricultura, essa diferença regional pode trazer desafios distintos.

Panorama geral dos impactos

Agricultura

Os principais impactos esperados são:

  • Redução da produtividade por estresse hídrico, excesso de água ou calor excessivo.
  • Aumento da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas.
  • Dificuldades de plantio e colheita devido à irregularidade climática.
  • Maior erosão dos solos no Sul.
  • Maior risco de incêndios rurais no Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste.
  • Elevação dos custos com irrigação, drenagem, controle fitossanitário e seguro agrícola.

Agropecuária

Os sistemas pecuários sofrem tanto com o excesso quanto com a falta de água:

  • Redução da qualidade das pastagens em regiões secas.
  • Menor ganho de peso dos animais por estresse térmico.
  • Queda na fertilidade e produção de leite.
  • Maior incidência de doenças parasitárias em ambientes excessivamente úmidos.
  • Problemas sanitários em confinamentos e granjas submetidos a temperaturas elevadas.

Região Sul: excesso de chuvas e aumento dos riscos fitossanitários

A Região Sul costuma ser uma das áreas mais impactadas pelo El Niño. Durante eventos de forte intensidade, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registram volumes de chuva acima da média, aumentando a ocorrência de enchentes, alagamentos, enxurradas e temporais severos.

Na agricultura, o excesso de umidade pode comprometer operações de plantio e colheita, especialmente nas culturas de soja, milho e trigo. Solos saturados dificultam o trânsito de máquinas, elevam os riscos de compactação e favorecem doenças fúngicas como ferrugens, manchas foliares e podridões radiculares. Embora a maior disponibilidade de água possa beneficiar determinadas fases das culturas, os prejuízos associados ao encharcamento frequentemente superam os ganhos potenciais.

A pecuária também enfrenta desafios importantes. Pastagens podem apresentar crescimento acelerado, mas o excesso de lama reduz o pastejo e aumenta a incidência de problemas sanitários, incluindo doenças de casco e mastites em rebanhos leiteiros

Na produção de hortaliças e flores, o impacto tende a ser ainda mais severo. O ambiente excessivamente úmido favorece doenças bacterianas e fúngicas, reduzindo a qualidade comercial dos produtos e aumentando os custos com defensivos e manejo fitossanitário.

Região Sudeste: entre temporais, estiagens e ondas de calor

No Sudeste, o Super El Niño tende a provocar maior irregularidade das chuvas. Em vez de precipitações bem distribuídas, observa-se alternância entre períodos secos e eventos de chuva intensa concentrados em poucos dias. Paralelamente, as temperaturas permanecem acima da média, com ondas de calor mais frequentes e duradouras.

A cafeicultura aparece entre as atividades mais vulneráveis. Altas temperaturas durante o florescimento podem provocar abortamento floral, redução do pegamento de frutos e diminuição da produtividade. O estresse hídrico também afeta o enchimento dos grãos e compromete a qualidade da bebida.

Os cultivos de citros e cana-de-açúcar também sentem os efeitos da irregularidade climática. Enquanto a cana pode responder positivamente a temperaturas elevadas em determinadas fases de crescimento, períodos prolongados de seca reduzem significativamente o potencial produtivo.

Na pecuária leiteira e de corte, o estresse térmico reduz o consumo de alimento, prejudica o desempenho produtivo e afeta índices reprodutivos. Vacas leiteiras de alta produção são particularmente sensíveis ao calor extremo.

A horticultura e a floricultura enfrentam desafios relacionados ao aumento da evapotranspiração, maior demanda por irrigação e danos causados por temporais. Em polos importantes como Holambra, os custos com climatização e manejo tendem a crescer significativamente.

Região Centro-Oeste: irregularidade das chuvas ameaça grãos e pecuária

O Centro-Oeste, principal região produtora de grãos do país, pode sofrer com atrasos no início da estação chuvosa e distribuição irregular das precipitações. Essas condições elevam a insegurança no planejamento agrícola e aumentam os riscos produtivos.

Para culturas como soja, milho e algodão, a falta de chuvas regulares compromete a germinação, reduz o desenvolvimento vegetativo e diminui o potencial produtivo. Em anos de El Niño forte, a irregularidade hídrica pode provocar perdas importantes especialmente durante as fases mais críticas das culturas.

Na pecuária, o impacto ocorre principalmente pela redução da oferta de forragem. Pastagens degradadas exigem maior suplementação alimentar, elevando custos de produção e pressionando a rentabilidade das fazendas.

Já a produção de hortaliças e flores torna-se mais dependente da irrigação, aumentando a demanda por água e energia. Além disso, temperaturas extremas favorecem queimaduras solares e reduzem a qualidade visual dos produtos

Região Norte: seca severa, rios baixos e pressão sobre os sistemas produtivos

A Região Norte tende a enfrentar um dos cenários mais críticos durante um Super El Niño. A redução das chuvas favorece secas severas, aumento das temperaturas, queda dos níveis dos rios e maior incidência de queimadas.

Na agricultura, culturas como mandioca, milho, feijão e diversas frutas tropicais podem sofrer perdas expressivas devido ao déficit hídrico. Além do impacto direto sobre a produtividade, a redução da navegabilidade dos rios compromete a logística de transporte de insumos e de escoamento da produção

A pecuária enfrenta escassez de água para dessedentação dos animais e degradação acelerada das pastagens. Como consequência, ocorre redução do ganho de peso e aumento dos custos de manejo.

Para produtores de hortaliças e flores, a irrigação torna-se praticamente indispensável. Sem acesso adequado à água, as perdas podem ser significativas, tanto em produtividade quanto em qualidade comercial.

Região Nordeste: seca prolongada e desafios para a agricultura familiar

No Nordeste, o El Niño costuma intensificar as condições de seca e elevar as temperaturas acima da média. A redução da umidade do solo afeta especialmente os sistemas produtivos dependentes das chuvas sazonais.

A agricultura familiar é uma das atividades mais vulneráveis. Culturas tradicionais como milho, feijão e mandioca estão sujeitas a quedas significativas de produtividade, comprometendo a segurança alimentar e a renda de milhares de produtores rurais.

Embora polos irrigados, como o Vale do São Francisco, apresentem maior resiliência, o aumento da demanda por água pressiona reservatórios e eleva os custos de produção.

Na pecuária, a escassez de forragem e água pode levar à redução dos rebanhos e ao aumento dos custos com alimentação suplementar. Já a produção de hortaliças e flores torna-se cada vez mais dependente da irrigação, reduzindo a competitividade dos pequenos produtores.

O que fazer?

O Super El Niño representa um grande teste para a resiliência do agronegócio brasileiro. Enquanto o Sul enfrenta os desafios associados ao excesso de chuva, Norte e Nordeste convivem com secas severas, e Sudeste e Centro-Oeste lidam com um cenário de elevada variabilidade climática.

Nesse contexto, práticas como irrigação eficiente, conservação do solo, drenagem adequada, diversificação produtiva, monitoramento climático e adoção das recomendações de gestão de risco agroclimático dos órgãos oficiais do governo tornam-se essenciais para reduzir perdas e aumentar a capacidade de adaptação dos produtores rurais diante dos eventos climáticos extremos.

Nesse cenário, as tecnologias de ambiente protegido são soluções viáveis e eficientes. Para cada caso o uso de filmes plásticos, telas agrícolas, coberturas protegidas, mulching, revestimento de reservatórios e soluções para agricultura intensiva, tornam-se importantes aliadas para aumentar a resiliência das lavouras, preservar a qualidade dos produtos e garantir maior estabilidade produtiva.

Como a Ginegar pode ajudar?

Coberturas para cultivo protegido

  • Protegem as plantas contra chuvas excessivas e granizo.
  • Reduzem o molhamento foliar.
  • Diminuem a incidência de doenças como míldio, botrytis e requeimas.

Filmes com alta tecnologia em Transmissão de luz (Sunconver e Suntherm)

  • Melhoram a distribuição da luminosidade em dias de alta intensidade luminosa.
  • Permitem alta transmissão de luz
  • Favorecem a fotossíntese mesmo em períodos prolongados de cobertura de nuvens.
  • Filtram a radiação e ampliam a quantidade das radiações específicas para a fotossíntese.
  • Filtram a entrada de radiação U.V.
  • Reduzem oscilações bruscas de temperatura.
  • Reduzem áreas de sombra e pontos de superaquecimento.

Mulching agrícola

  • Reduz respingos de solo contaminado.
  • Minimiza a compactação superficial.
  • Ajuda na conservação da estrutura do canteiro.
  • Reduz a lixiviação de nutrientes.
  • Reduz a volatilização de nitrogênio e fósforo.
  • Pode reduzir drasticamente as perdas de água por evaporação.
  • Conserva a umidade do solo.
  • Mantém maior estabilidade da temperatura do solo.
  • Contribui para menor consumo de água na irrigação.

Telas Antigranizo (Leno FS)

  • Proteção das áreas de produção contra o granizo.
  • Elevada resistência mecânica.
  • Tecnologia em propriedades óticas para melhor qualidade de luz solar.

Telas Fotoconversoras (Chromatinet)

  • Melhoram a qualidade da radiação solar.
  • Aumentam a eficiência fotossintética.
  • Promovem maior produtividade e melhor qualidade de frutos.
  • Aceleram o ciclo produtivo.

Telas Termo-refletoras (Aluminet e Cooling)

  • Controle de temperatura.
  • Aumento da difusão de luz no microclima.
  • Redução de distúrbios fisiológicos.
  • Maior controle de pragas e doenças.
  • Maior eficiência no Conforto Térmico Animal.
  • Reduzem queimaduras solares.

Benefícios esperados

  • Menor pressão de doenças.
  • Maior qualidade comercial.
  • Redução do ciclo produtivo.
  • Redução de distúrbios fisiológicos.
  • Redução dos custos produtivos.
  • Aumento da produtividade de hortaliças e flores.
  • Maior produtividade de leite.
  • Maior ganho de peso diário.
  • Maior lucratividade.

Proteção e planejamento ganham ainda mais importância

Diante de um cenário climático que pode combinar períodos de excesso e de falta de chuva, investir em estratégias de proteção das culturas torna-se cada vez mais relevante.

É nesse contexto que as soluções da Ginegar podem contribuir para uma agricultura mais preparada. Tecnologias de proteção e cultivo desenvolvidas para diferentes necessidades ajudam o produtor a manejar melhor as condições do ambiente de produção, buscando maior controle sobre fatores que podem interferir no desenvolvimento das plantas.

Mais do que responder às condições climáticas depois que elas acontecem, a adoção de tecnologias de proteção permite antecipar riscos e criar estratégias mais adequadas para cada cultura e região.

Para o produtor, a mensagem é clara: não é possível controlar o clima, mas é possível estar mais preparado para seus efeitos.

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